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Um CERN para o amor

por Manuel P., em 27.08.15

 

Há uma teatrilidade exacerbada nos dias dos amantes

as mãos geometricamente dispostas sob as leis da física

a actração magnética dos olhares

a polaridade exacerbada dos lábios.

 

E, no entanto, os métodos quânticos são incapazes de descrever os pequenos detalhes,

sim, porque o amor esconde-se nos detalhes mais infimos da quantica amorosa.

Ai a ciência não chegou por ora.

 

Há poemas exploratórios, tratados psicológicos e fisiológicos

opiniões de Freud e peças de shakespeare

seratonina produzida artificialmente

mas nenhum CERN para o amor.

 

E deveria haver um grande CERN para os amantes,

que procura-se a sua essência até à mais pequena partícula, qual bosão de higgs.

Porque se o bosão de higgs de é a particula de Deus e Deus inventou o amor

deve haver um rasto da sua fabricação,

e deve ser possível sintetizar e replicar o amor que um dia alguém sentiu

e usar a analítica, a física e a química e a quântica,

desfragmentar em pequenas partículas e voltar a juntar tudo novamente.

 

Talvez seja idiotice minha, mas deveria haver um CERN para o amor.

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publicado às 20:43


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