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Talvez

por Manuel P., em 19.08.15

 

 

Pelas paredes da casa levantou-se o silêncio

da manhã taciturna

outrora coberta de ilusão.



Não é tarde nem noite, não há luz nem vazio nem riso ou escuridão

como tão usual compromisso existia, somente a um canto

um vulto desespera no mais profundo silêncio comedido.



Talvez os dias tenham sido feitos para amar,

mas no âmago do momento o dia já não o era,

o sol, a luz, o zumbir das abelhas tinha partido

e não estava ainda decidido se iriam voltar.



Havia ainda à vista as marcas dos risos nas paredes,

os riscos dos sorrisos trocados, os vestígios dos beijos despedaçados contra as paredes,

mas o ponto de origem partiu.



Talvez os dias tenham sido feitos para amar,

mas a partida rodou a bússola, e eram agora para sofrer

 

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publicado às 23:30



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