Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]


O teu silêncio

por Manuel P., em 30.07.15

 

O grito do teu silêncio lasciva-me a carne

e os meus ossos esfumaçam-se pelos oceanos.

 

Não há dia nem noite nem madrugada,

apenas uma névoa cinzenta coberta de maresia. Hoje é dia

e amanhã um novo será. O céu cobre-se tal como ontem se cobriu e cobrirá amanhã,

mas o sangue da tua palavra, a seiva do teu ser hevitará as ruas e as esquinas e as praças.

 

Talvez seja tarde para nós, talvez somente cedo.

Mas os bardos continuam a ecoar pelas àrvores como pássaros escamados e as rosas a florir de cores vibrantes

e no fim do dia não apareces.

E cai a noite, e nasce o dia.

 

E a lua nasce e desaparece continuadamente a um ritmo desconcertado, vibrante

Como o pêndulo de um relógio diurno, como a maresia de uma fonte nocturna.

 

Há sede, há fome, há falta de alimento.

Há tanto para dar e ninguém para receber.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:25


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D