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O teu silêncio

por Manuel P., em 30.07.15

 

O grito do teu silêncio lasciva-me a carne

e os meus ossos esfumaçam-se pelos oceanos.

 

Não há dia nem noite nem madrugada,

apenas uma névoa cinzenta coberta de maresia. Hoje é dia

e amanhã um novo será. O céu cobre-se tal como ontem se cobriu e cobrirá amanhã,

mas o sangue da tua palavra, a seiva do teu ser hevitará as ruas e as esquinas e as praças.

 

Talvez seja tarde para nós, talvez somente cedo.

Mas os bardos continuam a ecoar pelas àrvores como pássaros escamados e as rosas a florir de cores vibrantes

e no fim do dia não apareces.

E cai a noite, e nasce o dia.

 

E a lua nasce e desaparece continuadamente a um ritmo desconcertado, vibrante

Como o pêndulo de um relógio diurno, como a maresia de uma fonte nocturna.

 

Há sede, há fome, há falta de alimento.

Há tanto para dar e ninguém para receber.

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publicado às 15:25



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