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âmago

por Manuel P., em 21.07.16

 

Na esteira de um passado distante brotam sementes de âmago

e num recôndito sacrárop um iminente grito aguarda,

enquanto na penumbra da noite uma luz persiste ofegante

em quebrar a obscura névoa efesvescente.

 

No rochedo já o sangue seca à luz da manhã

e o estremecer da luz incendeia os corpos terrestres

e das entranhas do solo, enormes jazigos de vida ecoam no espaço

leves, brutos, eloquentes.

 

Dos altos ramos das àrvores fantasmas saltam rumo ao suícidio

e o seu sangue derramado alimenta a vida e a morte

o sangue dos fantasmas do passado e do porvir,

o sangue que alimenta a vida das sementes de âmago.

 

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publicado às 20:45


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